June 17, 2005

triunfo dos blogs?

A jornalista Carolina Vila-Nova, 29, do caderno Mundo da Folha, diz acreditar que a situação atual da Bolívia é certamente uma crise que terá impacto para muitos países da região, a começar pelo Brasil, que depende do gás boliviano. ” É uma crise de longo prazo, que apenas está em trégua.” (matéria aqui e íntegra do “bate-papo” aqui)

Eu não consigo ler esse tipo de coisa sem pensar “por que não fazer isso em um blog”? Como pode-se notar em post recente, eu ando meio desapontado com a tal blogosfera brasileira. Eu não vejo nenhuma razão para, como a Cora Ronái, festejar o “triunfo dos blogs” no Brasil.

Nos EUA, o professor de direito Daniel Solove fez uma estimativa de que 130 professores de direito como ele mantêm um blog. Dois deles, Eugene Volokh e Glenn Reynolds são considerados nomes extremamente influentes na cena política norte-americana (Reynolds tem uma coluna na NBC e já teve textos de opinião publicados pelo Wall Street Journal).

No Brasil, não são poucas as vezes que fico desejando que existisse pelo menos um blog parecido com o de Volokh (se alguém conhecer, por favor, me indique). Quantas vezes precisamos da opinião de um (ou mais, de preferência) advogado sobre decisões do STF, ou sobre leis sendo discutidas no Congresso?

Mas e jornalistas? Não são poucos os que têm seus blogs pessoais, mas quantos os utilizam para provocar questionamentos sobre sua profissão ou sobre assuntos com que lidam no seu dia-a-dia? Para fazer o que fez a repórter da Folha neste “bate-papo” sobre sua cobertura da crise boliviana?

Numa lista de discussão da qual participo, um amigo jornalista, repórter de política de Zero Hora, fez interessante análise sobre o impacto do pedido de demissão de José Dirceu e sua possível motivação. Não fosse eu seu amigo, e fizesse parte da mesma lista, jamais saberia sua opinião sobre um assunto de suma importância, e que é seu trabalho cobrir.

A Tica, por exemplo, trabalha no Parlamento Europeu. Exceto por sua opinião sobre a recusa dos franceses à Constituição da União Européia, não me lembro de já ter lido ela falar sobre aquilo com que ela lida diariamente.

A Cássia foi uma das primeiras pessoas no RS a efetivamente se preocupar com o jornalismo on-line. Já teve seu trabalho no Terra e no ClicRBS premiado algumas vezes. E no entanto, vive preocupada que não levem a sério o que escreve em seu blog .

Como elas, tantos outros: Larissa (editora de capa do Terra), Spuldar (editor de capa do Terra), Rodrigo (repórter de Economia e do caderno Digital da ZH), Anna Martha (assessora de imprensa da Casa Civil do RS), e por aí vai.

Mesmo quem leva seu blog um pouco mais a sério, como Pedro Dória, Ricardo Noblat ou Janer Cristaldo, não costumam usar esta mídia para discutir aquilo com que lidam enquanto jornalistas. Pelo menos, não têm medo de dar seu pitaco sobre questões mais sérias.

Enfim, definitivamente não vejo razão para festejar o “triunfo dos blogs” no Brasil.

UPDATE: o Träsel sugere o blog do colunista Jorge Moreno, d’O Globo. Reforço a indicação, e recomendo uma olhada por todos os blogs do jornal em questão, que são um belo exemplo de utilização desta ferramenta de maneira complementar ao jornal impresso, a que me referi em boa parte deste post.

20 Comments »

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  1. Caro Solon, sua mala :-)

    Não, eu não teço opiniões sérias sobre nada que diga respeito à minha profissão ou ao meu trabalho porque, neste aspecto, concordo com o Diogo Mainardi: não sou relógio pra trabalhar de graça! Para opinar e analisar qualquer coisa, sinto-me obrigada a apurar informações, a conferir dados, a SABER do que estou falando. E eu não tenho condições (nem vontade, nem inspiração, nem ânimo) de fazer isso de graça.

    Pessoalmente, ainda reluto em vez os blogs como fonte de informação. Prefiro usá-los como ferramenta de navegação e de comunicação entre amigos e/ou conhecidos com interesses em comum. Ainda uso os blogs muito mais como fonte de divertimento do que qualquer outra coisa. Sim, sou conservadora, e ainda prefiro ler (mesmo na Internet) o NY Times, O Globo, o Estadão e a Zero Hora, porque ali eu sei quem manda, eu sei a linha editorial, ainda que por vezes ela pareça obscura.

    A minha preocupação em confirmar e reconfirmar o caráter lúdico do meu blog se deve única e exclusivamente ao fato de temer que quem não me conhece ache que eu sou aquela figura rasa que pinto ser nos meus posts. Eu gosto do que faço. Gosto mesmo. Tanto como jornalista quanto como tradutora. Mas não a ponte de fazer de graça. Não mesmo.

    Se eu achasse que as minhas impressões fossem servir para alguma coisa, talvez fizesse algo parecido a título de “trabalho voluntário”, mas não consigo me levar a sério a este ponto. Não me interprete mal, não é uma questão de baixa auto-estima ou falsa modéstia, é desconfiômetro apurado demais mesmo…

    Agora… se eu resolver mesmo fazer meu mestrado, talvez as coisas mudem. Mas daí eu mesma terei mudado. E certamente meu blog não se chamará “O dia se espatifa” ;-)

    Bisous

    Comment by Cássia — June 17, 2005 @ 7:47 pm

  2. Triunfalismo Blogosfrico Infundado

    Alguns dias atrs, eu comentei que Vejam o exemplo dos blogs. Quem o Instapundit brasileiro? Ningum. Que blog grupal se compara aos Volokh? Nenhum. Sabem por que no h um equivalente tupiniquim do Andrew Sullivan? Porque no h por…

    Trackback by Filisteu — June 17, 2005 @ 9:12 pm

  3. Cássia, o post não era para ser uma reclamação específica a ninguém. Era apenas uma reclamação geral, instada pelo comentário da Cora Ronái. Sou bem menos conservador que tu em questão de fontes de informação, mas não quero que tu ou quem quer que seja mudem de opinião.

    Só gostaria que houvessem pessoas qualificadas como tu e que usassem os seus blogs para discutir coisas que não podem fazer profissionalmente. Jornalistas que discutissem a maneira como uma matéria foi feita, ou detalhes pitorescos que não têm lugar na parte impressa (coisa que é feita muitas vezes quando o jornal manda um correspondente para algum lugar, por exemplo).

    Ou advogados que discutissem, com substrato que nenhum jornalista jamais sonharia em ter, decisões judiciais e as leis brasileiras. Pilotos que falassem sobre a crise na Varig, engenheiros que dessem pitaco sobre aquela sinaleira ridícula sob o viaduto da Carlos Gomes, e aí por diante.

    Gostaria disso por uma questão pessoal, pela fonte de opiniões especializadas que tanto me agrada (sou a antítese do generalista), e por acreditar que o blog, enquanto ferramenta, é mandado fazer para esse tipo de “informação”.

    Comment by Solon — June 17, 2005 @ 9:25 pm

  4. não entendi muito bem a tua proposta, acho. tu queria um blog de jornalista que falasse sobre jornalismo? nesse caso, tá me ignorando de propósito? heh.

    Comment by träsel — June 18, 2005 @ 12:05 am

  5. träsel: no caso de jornalistas, eu queria que falassem sobre sua realidade profissional. a tua realidade profissional é ser mestrando de jornalismo, então tu discute o mesmo de um ponto de vista acadêmico, ético etc. isso eu também faço e, felizmente, um número razoável (ainda que pequeno) de outros blogueiros também faz.

    o que eu sinto falta, por exemplo, é de um cara como o Marcos Uchôa ter um blog. ele é correspondente no Oriente Médio, atualmente está em Teerã acompanhando a eleição iraniana. esse cara deve (imagino) ter muita coisa pra contar que não aparece nas matérias dele.

    ou então jornalistas que estão acompanhando de perto a crise em Brasília, devem ter várias histórias para contar que não merecem ser impressas. e por aí vai.

    pra simplificar: eu quero ler o blog de um jornalista e saber com o que ele está trabalhando. se eu ler o teu blog, só vou achar que tu é um crítico do jornalismo. o mesmo caso se aplica para a maioria dos outros blogs de jornalistas.

    acontece, eventualmente, como quando o Tião contou de sua ida a Rondonópolis, ou quando Rodrigo, Santi e Gallas fizeram o Picardia Social Mundial.

    mas são coisas pontuais. não há nenhum jornalista que faça isso sistematicamente.

    Comment by Solon — June 18, 2005 @ 11:49 am

  6. É uma grande bobagem se ufanar sobre blogs e nisso eu concordo contigo. A prova foi tua discussão sobre armas baseada em dados que tu encontrou na Internet. Pra levar a sério uma crítica ela tem que ter base em informações confiáveis - não que eu ache a Internet inválida, mas naquele caso tu mesmo dizia faltar estatísticas sobre o brasil pra justificar teu ponto. Isso tu consegue telefonando, pesquisando à moda antiga.
    Por enquanto, ler blog serve para 1) se divertir 2) ver o que se passa na cabeça dos amigos 3) ter referências. é como uma mesa de bar onde alguém te dá uma dica de pauta, livro, idéia, etc. Com exceções.
    Quanto aos jornalistas, é desconfortável descrever teu cotidiano. É difícil fazê-lo sem envolver fontes e outras pessoas. Usualmente, se a matéria não mereceu ser publicada, não merece ser publicada na Internet também - por falta de informações, por inconclusividade da apuração, etc. Eu pelo menos não acho que possa publicar num blog aberto o que eu digo irresponsavelmente numa lista de amigos por email.

    Comment by muzell — June 18, 2005 @ 3:19 pm

  7. E quanto à jornalista da Folha. Ela foi cobrir na bolívia a ronha. É a situação perfeita prum blog - uma moça do Le Monde, acho, manteve um blog aqui durante o FSM e a prática está se espalhando. A zh mantém um “diário de…” quando o cara viaja numa cobertura, é um pouco nesse espírito, óbvio que dentro da limitação papel-conservadorismodejornal. O próprio Picardia que tu citou era um “diário de viagem” que a gente fez porque estava imerso num assunto. É uma situação não-trivial.

    Acho que o único erro do teu post é botar a solução pra blogosfera nos jornalistas. A solução é pessoas normais falarem do que entendem com profundidade.

    Comment by muzell — June 18, 2005 @ 3:30 pm

  8. Rodrigo:

    1) a discussão sobre armas era baseada em dados da ONU, dos governos dos EUA e Brasil, e no artigo de um editorialista da Folha de S. Paulo. acho que, se não é para se ufanar dos blogs, é igualmente idiota querer desqualificar discussões nos mesmos porque não estão embasadas em informações impressas.

    2) pesquisar à moda antiga: é só uma questão de querer. EU não quero usar o blog para fazer jornalismo, mas é perfeitamente possível fazê-lo. a cobertura do Gallas para o Picardia Social Mundial foi feita por livre e espontânea vontade, ele não estava trabalhando para nenhum veículo.

    3) usar o blog para discutir o cotidiano: não é uma questão, apenas, de discutir detalhes que não foram para uma matéria. é, também, de discutir aquilo com que se lida diariamente.

    tu, por exemplo, tem um belo conhecimento do assunto para discutir, a sério, a questão do Software Livre. algo que tu não tem espaço para fazer no Digital, porque não é para isso que ele se propõe. para fazer isso, tu não precisaria envolver fontes ou outras pessoas de maneira a quebrar nenhuma barreira ética.

    4) “botar a solução pra blogosfera nos jornalistas”: acabas de cometer o erro clássico do jornalista ao interpretar ao teu bel prazer o que eu escrevi, e me imputar uma opinião completamente equivocada que eu nunca disse.

    para começo de conversa, eu não quero “salvar os blogs”. só gostaria de ver um determinado uso desta ferramenta, que é feito com muito sucesso nos EUA, fosse mais corriqueiro no Brasil. agora, se todos os brasileiros que têm blog quiserem fazê-lo para escrever diarinho, não há problema algum nisso, e os blogs continuarão existindo sem que ninguém precise salvá-los.

    além disso, o começo da minha crítica atentava para a existência de 130 professores de direito que mantêm blogs sobre sua profissão nos EUA. entre eles, dois pundits extremamente influentes, que chegam a emplacar artigos opinativos no Wall Street Journal. e falava que, mais de uma vez, queria que algum advogado ou professor de direito brasileiro tivesse um blog em que discutisse as leis de nosso país, suas interpretações pelos tribunais e suas utilidades.

    a minha crítica voltou-se, mais especificamente aos jornalistas, pela útil união de dois fatos: 1) minha proximidade com o assunto e, principalmente, 2) ser, ao meu ver, a classe profissional mais largamente representada na blogosfera e que está mais pronta para utilizar esta mídia de maneira mais “séria”.

    Comment by Solon — June 18, 2005 @ 4:31 pm

  9. vale uma monografia.

    eu discordo de muitas coisas, concordo com outras. vou pensar se quero argumentar. :o)

    pessoalmente, gostei do que a Córa Ronai, aliás jornalista que acompanha este mundinho digital há muitos e muitos anos, disse: a palavra “blog” já não causa estranhamento como antes.

    Comment by marcia benetti — June 18, 2005 @ 5:49 pm

  10. Marcia: a minha bronca é com o termo “triunfo dos blogs”. Não vejo triunfo nenhum, não há um blogueiro que faça alguma diferença na formação da opinião pública brasileira, ao contrário do que acontece nos EUA.

    Mas mesmo no que concerne a afirmação de que “a palavra ‘blog’ já não causa estranhamento como antes”, eu tenho lá minhas dúvidas. O fato de o Roberto Jefferson ter citado o blog do Noblat só quer dizer, pra mim, que ele acompanha o mesmo. Não quer dizer que o termo não cause estranhamento.

    Digamos, por exemplo, que aquela história do suposto plágio do jornalista da IstoÉ na entrevista do Woody Allen, tivesse rendido alguma coisa. Quem primeiro apontou a não-originalidade do texto foi o Parada, em seu blog.

    Será que, se isso tivesse repercussão suficiente para acabar na grande mídia (à la Rathergate), os jornalistas e editores não se sentiriam na obrigação de explicar para seus leitores o que é um blog? Será que, se não o fizessem, a palavra não causaria estranhamento na grande maioria de seu público?

    Confesso que tenho lá minhas dúvidas.

    Comment by Solon — June 18, 2005 @ 7:18 pm

  11. solon:
    1) a discussão sobre armas era baseada em dados da ONU, dos governos dos EUA e Brasil, e no artigo de um editorialista da Folha de S. Paulo. acho que, se não é para se ufanar dos blogs, é igualmente idiota querer desqualificar discussões nos mesmos porque não estão embasadas em informações impressas.

    - Ficou brabinho! Não desqualifiquei a discussão, gostei um monte. Agora eu sei o que tu e o outro cara pensam sobre o assunto. Mas ainda vou precisar catar muitos dados pra formar a minha opinião, porque os da onu e governos não eram o bastante - aliás, na discussão tu comentava isso. Desculpa se te machuquei por dentro.

    2) a cobertura do Gallas para o Picardia Social Mundial foi feita por livre e espontânea vontade, ele não estava trabalhando para nenhum veículo.
    - não entendi essa explicação. eu não disse que tem que trabalhar em veículo pra fazer isso. ou que não dá pra fazer jornalismo em blog. Óbvio que dá. Aliás, é o que falta.

    4) tu, por exemplo, tem um belo conhecimento do assunto para discutir, a sério, a questão do Software Livre. algo que tu não tem espaço para fazer no Digital, porque não é para isso que ele se propõe. para fazer isso, tu não precisaria envolver fontes ou outras pessoas de maneira a quebrar nenhuma barreira ética.

    - ah, falar de um assunto genéricamente seria possível sim. Mas vai do interesse de cada um - e decididamente não é do meu falar de software livre depois de um dia de trabalho.

    4) “botar a solução pra blogosfera nos jornalistas”: acabas de cometer o erro clássico do jornalista ao interpretar ao teu bel prazer o que eu escrevi, e me imputar uma opinião completamente equivocada que eu nunca disse.

    - reli teu post. “Mas e jornalistas? Não são poucos os que têm seus blogs pessoais, mas quantos os utilizam para provocar questionamentos sobre sua profissão ou sobre assuntos com que lidam no seu dia-a-dia?”
    Eu sei que tu não acha que jornalistas são a Salvação. Mas tu deu grande importância a eles no post (e voltou mais especificamente a eles a crítica), de modo que não é nem um pouco completamente equivocado eu dizer que tu botou a salvação da blogosfera nos jornalistas. Especialmente quando a minha intenção é te incomodar um pouco, llóllon. Afinal de contas, a gente concorda no essencial. E “interpretar ao bel-prazer” é tarefa de qualquer jornalista. Só faltava agora interpretar as coisas ao bel-prazer de terceiros. Já ganho pouco e nem bel-prazer posso ter mais.

    Comment by muzell — June 20, 2005 @ 1:20 am

  12. Repito: eu nunca falei em salvação dos blogs. Não acho que eles precisem ser salvos. Só acho que para alguém poder falar em “triunfo dos blogs”, eles teriam que ter alguma espécie de efetiva representação na formação da opinião pública.

    Quanto à escolha dos jornalistas, como eu também já disse, foi uma questão de praticidade e de achar que são a classe mais pronta para utilizar esta ferramenta com este fim.

    Quantos advogados tu conhece que têm blog, mesmo que no estilo diarinho, por exemplo? Eu só conheço o Belloc, que não é exatamente um advogado. Até acho que um grupo de blogs de advogados, de preferência professores, que discutissem decisões de tribunais ou leis que tramitam no congresso, seria bem mais útil do que qualquer blog de jornalista.

    No entanto, jornalistas que já usam blogs como diário e, eventualmente, os utilizam para reflexões mais “sérias”, eu conheço inúmeros. Por isso, os apontei como a classe que poderia ser pioneira na utilização desta ferramenta para fins maiores.

    Comment by Solon — June 20, 2005 @ 11:05 am

  13. E quanto a tu não querer discutir software livre depois de um dia de trabalho, esta é exatamente a questão a que me refiro. A Tica, provavelmente, não quer falar sobre a União Européia depois de um dia de trabalho; a Cássia não quer falar sobre jornalismo on-line depois de um dia no Clic (ainda mais de graça :P ); e assim por diante.

    Eu, particularmente, gostaria que os blogs dos jornalistas fossem utilizados para isso. Nos veículos em que trabalham, via de regra, eles não têm espaço para fazer reflexão alguma sobre o assunto que cobrem. Se houvesse interesse por parte deles, o blog seria uma ferramenta excelente para este fim.

    E é esse tipo de coisa que, creio eu, tornaria os blogs uma fonte de formação de opinião digna de respeito, como ocorre nos EUA. O que lamento, e essa era a razão do post, é que existam pouquíssimos jornalistas (ou outros profissionais) que façam esse tipo de coisa.

    Comment by Solon — June 20, 2005 @ 11:11 am

  14. Solon, querido. Já até disse para a Mirella o quanto eu gostaria de falar sobre algumas coisas que acontecem por aqui. Porém, lembra o quanto seria complicado para mim (orientação política da minha mamãe) dar a minha opinião sobre o que eu vejo no governo estadual, ou federal, ou municipal.

    Não me cansaria nem um pouco poder falar o que realmente penso sobre episódios políticos, mas, no meu caso, é meio perigoso. Concordo que os blogs ainda causam estranhamento, mas sempre tem alguém para ler o que a gente escreve.

    Viu, esse comment já saiu todo estranho pq eu não posso (se ainda quiser o meu emprego) sair falando o que eu quero. E não tenho talento para falar em códigos.

    Outro porém é que eu me sinto desqualificada para dar a minha opinião sobre política. Estou começando nesse meio e ainda tenho muito o que aprender. Mas concordo contigo em vários pontos (fica feliz e não discute).

    Comment by Anna Martha — June 20, 2005 @ 1:25 pm

  15. “Eu, particularmente, gostaria que os blogs dos jornalistas fossem utilizados para isso. (…) é esse tipo de coisa que, creio eu, tornaria os blogs uma fonte de formação de opinião digna de respeito, como ocorre nos EUA. ”
    - Solon, tu é muito querido, me deste razão. Mesmo citando que outros profissionais não têm blog, estás pedindo que no Brasil os jornalistas façam o que nos EUA também advogados e afins fazem. Desta forma, a interpretação irritagordo que eu fiz - “botar a solução da blogosfera nos jornalistas” - está muito correta. Afinal, por que tu gostaria que alguém fizesse isso tudo se tu não quer salvar os blogs? Obrigado.

    Comment by muzell — June 20, 2005 @ 7:48 pm

  16. Tem um ufanista que escreveu sobre o assunto no Terra e seu próprio blógue (http://www.e_life.blogger.com.br/index.html)

    Comment by Alvaro — June 20, 2005 @ 8:55 pm

  17. anna martha,

    tu não precisas colocar teu nome verdadeiro no blog. :-)

    Comment by träsel — June 20, 2005 @ 9:04 pm

  18. esse homens maravilhosos e seus blogs malucos

    Um leitor do Solon, comentando sobre a falta de jornalistas que mantm blogs contando os bastidores da profisso, sugeriu um artigo de Alessandro Barbosa Lima, proprietrio da consultoria E-Life. Um dos argumentos, pela boca de Ricardo Noblat, que a…

    Trackback by m a r t e l a d a — June 20, 2005 @ 9:19 pm

  19. É, pena que só tem três pessoas na Imprensa da Casa Civil. A outra mulher é a minha chefe (com um blog, nem pensar!).
    E, träsel, não sei se tu já trabalhaste em meio político, especialmente do poder executivo. A perseguição aos “inimigos” é foda. Mesmo que tu não tenha nada que te condene no passado (que coisa engraçada de escrever), qualquer comentário ou atitude suspeita é motivo para demissão.
    Não lembra do assessor da Casa Civil que foi demitido porque mandou uma piada sobre o Lula do e-mail de trabalho? Pois é, se fizeram isso quando a piada era sobre o PT, imagina se alguém resolve criticar o governo.
    E, como eu disse, não tenho talento para escrever por códigos.

    Comment by Anna Martha — June 21, 2005 @ 1:54 pm

  20. de jornalistas podem ser considerados matérias jornalísticas?

    Comment by ALINE — May 12, 2007 @ 1:30 am

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