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Os anúncios sobre a suposta velocidade de processamento dos consoles da próxima geração, em especial o XBox 360 e o Playstation 3, têm deixado bastante gente excitada. Uns não vêem a hora de colocar suas mãos no que deve ser uma revolução no mundo dos games, outros estão preocupados que os jogos ficam cada vez mais burros.
Os segundos, como o cara que escreveu o Gamer’s Manifesto, não têm nenhuma razão para se preocupar, na minha opinião. Eu, pelo menos, não lembro de nenhum jogo de Atari que chegasse aos pés de Medal of Honor, Battlefield 1942, Neverwinter Nights e tantos outros. É só mais um sintoma daquela nostalgia que leva o pessoal a dizer que ninguém mais faz rock de verdade.
Os primeiros, que chegam a imaginar que os novos video-games significarão o fim do uso de computadores para jogos, também não podem estar mais equivocados. Segundo a Anandtech, tanto o console da Microsoft quanto o da Sony não chegarão aos pés de um Athlon64 ou de um Pentium 4.
E considerando que são tecnologias feitas para durar entre 3 a 4 anos, antes da próxima geração, parece que computadores e sua facilidade de avanço em termos de hardware continuarão sendo a melhor plataforma para jogos que existe.
P.S.: aparentemente, a Anandtech foi slashdotted e o artigo não está mais no ar. Quem quiser, no entanto, pode ler esta análise dos dois consoles (mas sem a comparação com PCs), para ver que outra previsão também vai por água abaixo: o XBox 360 e o PS3 serão praticamente iguais em termos de desempenho.
