bugux
Sou só eu ou mais alguém tem a nítida impressão de que NADA em Linux funciona como deveria? Que sempre dá algum piripaque na hora de instalar atualizações e a gente é obrigado a ler intermináveis fóruns e tutoriais para descobrir como editar cinco ou seis arquivos de configuração diferentes, até finalmente encontrar a origem do problema e conseguir solucioná-lo?
Mesmo usando a distribuição mais user-friendly de que tenho notícia, tudo acaba sempre em uma janela de terminal, avisos de erro crípticos e horas e mais horas editando arquivos de configuração. E depois não entendem a soberania do Windows.
- geek | Time: 1:21 pm

Não fale mal do linux. Religião não se discute.
Comment by belloc — November 7, 2005 @ 6:00 pm
eu sou ateu.
Comment by Solon — November 7, 2005 @ 6:06 pm
Oito anos atrás li umas 100 páginas para instalar o Linux e mais umas 300 pra conseguir fazer o mouse mexer. Foi divertido. Ih, sem querer fiz relação disso com o Dave Winer, que comprou um Mac de US$ 5,000 e não conseguia usar o teclado direito. É, depois não entendem a soberania do Windows.
Comment by Parada — November 7, 2005 @ 9:56 pm
Flamebait? ;)
Descontada a hipérbole, pelo menos os problemas são detectáveis e solucionáveis. Além do mais, não sei se configuração inadequada pode ser considerada bug. Quem não entende a soberania do Windows (em desktop) tem grandes chances de ser meio tapado, mas o motivo citado é um dos menos importantes.
Comment by amaral — November 8, 2005 @ 12:37 am
nada de flamebait. indignação, mesmo. todas as distribuições de Linux que já experimentei sofrem de um mal que me irrita: sim, ele te informa o que deu errado, mas não faz nenhum esforço para evitar que isso dê errado.
por exemplo, digamos que ele precise de um determinado arquivo para a instalação de um pacote. esse arquivo, por razões que não vêm ao caso, não está instalado onde o programa de instalação esperava que estivesse.
o que faria um programa em Windows? tentaria procurar o arquivo em algum lugar, te perguntaria onde está o arquivo e, no último dos casos, faria um rollback. no Linux ele dá um aviso de falha, continua com a instalação até o fim e depois reclama que o pacote está corrompido.
em alguns casos, isso pode significar um problema crítico como não conseguir rodar o Display Manager do X. o que torna o desktop inútil para quem, como eu, não tem domínio dos comandos e métodos de debug por linha de comando.
ainda estou para ver distribuição de Linux que não dê pau na hora de fazer atualizações, que não tente achar coisas onde elas não estão (em geral porque o upgrade do próprio OS tirou de lá mas esqueceu de avisar os programas de instalação), ou que simplesmente não funcione conforme deveria sem que isso envolva a necessidade de editar configurações manualmente.
Comment by Solon — November 8, 2005 @ 12:59 am
o banrisul usou esses mesmos argumentos para terminar com o projeto de implantar linux em 100% de suas máquinas. segundo os caciques do departamento de automação de agências, o gasto de tempo e a necessidade de especialização dos funcionários para operar os sistemas com software livre não compensam o gasto com as licenças para utilizar os sistemas microsoft. no banco, a manutenção dos equipamentos de informática requerem pouco tempo e agilidade e não podem ser trocados pela comodidade da manutenção de um microsoft, feita por qualquer um ESTAGIÁRIO…
Comment by francisco sofia — November 8, 2005 @ 2:05 am
O Linux está horrível pra se usar em Desktop. Está ultrapassado e é isso o que os xiitas (e há um número cada vez maior de analfabetos usando Linux, é impressionante) não querem ver. Há mais suporte de hardware agora em Linux do que jamais houve? há. Os sistemas de arquivos são mais sólidos e elegantes que um parágrafo de Proust? São. Há mais interfaces gráficas e possibilidades de configuração que a biodiversidade da Amazônia? sim.
O problema são os aplicativos. O modelo de desenvolvimento para aplicativos é falho, muito, muito inferior ao da “concorrência”. A verdade é que não há uma só killer app pra Linux que justifique seu uso em desktop, ultimamente. Em 1997/98 era bacanérrimo ter um pentium 166MMX ou um k62 capaz de rodar em cluster, ler MP3 mesmo na linha de comando, o WindowMaker (clone do NeXT) era rápido e bonito, o TkDesk era um gerenciador de arquivos que não dava pau.
Hoje essas coisas parecem ambiente gráfico de Amiga e qualquer sistema faz. E as coisas continuam iguais.
Parece que esse é o ano em que a coisa está finalmente ficando clara: Qualquer tipo de Unix ou clone é pra servidor e ponto. Ou pra quem não tem grana pra comprar algo melhor.
Aqui em casa eu e minha mulher estamos voltando pro Windows e pondo tudo num servidorzinho doméstico, rodando Debian, reiserfs, RAID 10 (em breve) pois estamos de saco cheio de problemas como os com que você está indignado e muitos outros. Vou postar um rant uma hora dessas.
Comment by Láudano — November 9, 2005 @ 1:36 pm
Láudano: antes de mais nada, queria dizer que não sei qual é a implicância do meu filtro de spam com teus comentários que sempre acabam presos, esperando moderação. acho que é o “donald duck” que ele acha suspeito, mas vai saber.
quanto ao Linux, pois é. minha impressão é mais ou menos essa, que quanto mais o bicho vai avnaçando em robustez e compatibilidade, mais avesso ao usuário final ele se torna.
eu só insisto em tentar usá-lo por curiosidade nerd, mesmo. não tenho nenhuma pretensão de substituir o Windows, mas acho legal aprender certas coisas em Linux que, no fim das contas, acabam servindo pra entender sistemas operacionais como um todo.
ainda assim, falha de instalação é uma das coisas que mais me tira do sério.
Comment by Solon — November 9, 2005 @ 3:09 pm
O donald.duck é justamente a conta boi-de-piranha pra SPAM. Vá saber.
Comment by Láudano — November 9, 2005 @ 3:22 pm
Hmm. Sendo assim, parece que as coisas se resumem a (i) definir o perfil do tal usuário final, o que é “modelo de desenvolvimento de aplicativos” e o que pode ser considerado “killer app”; (ii) uma questão de gosto; (iii) simplesmente de aceitar a verdade sunita e alfabetizada.
Na boa, acho que ninguém precisa se sentir constrangido ou “culpado” por usar Windows. O complicado é querer criar uma verdade única pra justificar isso.
Comment by amaral — November 11, 2005 @ 4:10 am
Desafio amistosamente aceito, amaral. :)
Gastaremos mais tinta sobre o assunto.
[]’s
Comment by Láudano — November 11, 2005 @ 11:08 am