January 13, 2006

ensaboa, mulata, ensaboa

Para os que não sabem (a maioria, imagino), estou fazendo um frila na agência de webdesign W3Haus, participando da produção de um site que espero ter o prazer de ajudar a divulgar nas próximas semanas. Antes disso, eu já tinha brincado, eventualmente, com HTML, XHTML e coisas do tipo. Mas agora, estou sendo obrigado a entrar de cabeça no mundo dos web standards, cada dia aumentando o meu ódio pelo Internet Explorer.

E com isso, sinto-me na obrigação de concordar com esse cidadão: web standards são para browsers, não para designers. Enquanto 90% do mundo ainda usar o IE6 como browser padrão, não há razão alguma para querer forçar o uso de designs sem tabelas só porque o pessoal da W3C assim determinou. Esperem os browsers serem compatíveis com Web 2.0, e aí sim comecem a desenvolver sites dentro dos padrões. Economizar-se-á tempo e dinheiro de todos os envolvidos.

No mais, sei que o Bruno já fez coisa parecida antes, mas deixo aqui minha lista de utilidades indispensáveis para este trabalho:

    Aardvark: extensão para Firefox, permite descobrir as diferentes divisões e partes de um site simplesmente passando o mouse sobre ele. Extremamente útil para descobrir dentro de qual classe se está tentando criar um novo estilo.

    ColorZilla: outra extensão para Firefox, essa permite, em especial, que se escolha a cor de qualquer site. Nada mais de ter que fazer um print screen e abrir no Photoshop para descobrir qual a cor daquele cabeçalho com o qual a nova coluna tem que combinar.

    Cool Ruler: como o nome sugere, é uma régua para o desktop, que permite medir a largura e posição de absolutamente qualquer coisa. De novo, evita a necessidade de apelar ao Photoshop. Junto com a extensão MeasureIt do Firefox, resolve qualquer problema de medição que se possa encontrar.

    HTML Validator: extensão do Firefox (sério?) que permite a criação de código HTML válido a partir de um HTML todo bagunçado. É extremamente útil para criar estilos automaticamente a partir de tags atrolhadas de informações.

    Notepad ++: imaginem um Notepad capaz de identificar umas 20 linguagens diferentes, e apontar elementos a partir dela. Para quem quer trabalhar direto no código, é o melhor editor HTML que irá encontrar.

    Web Developer: por fim, como não poderia deixar de ser, a mais útil e inacreditável extensão de Firefox de que tenho notícia. Edição de CSS em tempo real, indicação de tags, tamanhos de imagens, validação de código e mais um sem número de utilidades. Não consigo imaginar como seria este trabalho sem o Firefox e esta extensão.

4 Comments »

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  1. Como eu te comentei, tableless nada tem a ver com W3C. É só uma forma mais lógica de dispôr o conteúdo, de maneira que todos os browsers renderizam numa velocidade às vezes 80% do que de um mesmo site feito com tabelas.

    Muito do artigo tem fundamento, mas isso de não ser pra designers é besteira. Nos comentários, ele cita o caso de CCS tão longos quanto códigos. O foco da crítica, aí, são maus designers, que podem existir tanto em layout padrão html 4.0 quanto XHTML. Qualquer um que entende um mínimo do assunto sabe que não faz sentido fazer uma folha de estilos pesada.

    Outra é essa crítica Cisco Costa aos hacks. É uma imbecilidade dizer que vai se gastar tempo e dinheiro com eles. Hacks são soluções definitivas para browsers que não renderizam as coisas direito (como o IE5), e soluções temporárias para browsers que vão chegar lá (como o IE7). Caso se resolvam os problemas, é só tirar o hack, que não equivale a mais que uma linha de CSS.

    Só vão gastar dinheiro empresas que contrataram designers incompetentes e prolixos (que levarão horas para arrumar o código). Isso nada tem a ver com o W3C.

    Pra finalizar, não sou xiita dos padrões. W3C pode virar uma seita, mas isso sempre é culpa das pessoas, não de regras que visam facilitar a coisa toda, e não complicar.

    Comment by Bruno Galera — January 13, 2006 @ 3:57 pm

  2. Onde escrevi CCS, leia-se CSS.

    Comment by Bruno Galera — January 13, 2006 @ 3:58 pm

  3. “The Web Standards Project is a grassroots coalition fighting for standards that ensure simple, affordable access to web technologies for all”. veja bem: grassroots coalition. difícil linguagem mais “xiita” que essa.

    ademais, quem estabeleceu esses “standards” foi a W3C, portanto não me venha com essa de que a W3C não tem culpa de nada. eles não obrigam ninguém a nada, mas estabelecem os padrões a serem seguidos.

    quanto à crítica aos hacks, pode não demorar tempo quando tu já conhece o dito cujo de cor. mas pode ter certeza que desenvolvê-los tomou, sim, tempo. e mesmo que os conhece, teve que gastar tempo estudando, aprendendo, descobrindo suas lógicas e utilidades.

    além de que como o próprio autor do artigo comenta, é um contra-senso tu utilizar um design tableless porque ele é mais elegante e ir lá e quebrar o código de propósito com um hack para obrigá-lo a fazer algo que o browser não sabe interpretar.

    quanto ao tamanho dos CSS, meu conhecimento sobre o assunto ainda é bastante limitado, mas alguns sites com os quais já tive contato aqui, não consigo imaginar que pudessem existir sem um CSS interminável. até porque o cara que monta os ditos cujos para a agência sabe bem direitinho o que tá fazendo, e de vez em quando faz mágica, heh.

    enfim, continuo concordando com o cidadão que diz que o que está acontecendo é um caso de botar a carroça na frente dos bois.

    Comment by Solon — January 13, 2006 @ 4:08 pm

  4. Ei! Unnecessary cheap shot.

    Comment by Cisco — January 15, 2006 @ 3:49 pm

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