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A decisão da Google de inaugurar uma versão chinesa de seu serviço de buscas, se sujeitando a todas as censuras impostas pelo governo comunista chinês, tem dado o que falar entre a ala conservadora da blogosfera. Especialmente por que, alguns dias antes, ela foi a única entre a negar uma requisição do Departamento de Justiça norte-americano para que serviços de busca entregassem dados sobre comportamentos de usuários.
Em seu blog, o Cláudio diz que “uma coisa é peitar o Tio Sam, com toda a Constituição para dar suporte. Outra é encarar os chineses“. Sinceramente, uma declaração pouco feliz, digna de alguém que, embora talvez não saiba, ainda é vítima da aura de inocência que envolve a gigante californiana.
Para começo de conversa, censura não é novidade para a Google. Eles já demitiram funcionário por colocar comentários em seu blog sobre o ambiente de trabalho na empresa. Já disseram que vão passar um ano sem falar com repórteres da C|Net por estes terem usado informações pessoais (conseguidas através de buscas no próprio Google) do CEO da empresa em uma matéria sobre privacidade digital. E também já estão acostumados a censurar sites anti-semitas e pro-Nazismo na Alemanha e França, por causa de leis federais que regulam este tipo de material.
Além disso, aceitar a censura chinesa não é uma questão de “não peitar” o governo comunista. Assim como nos casos alemão e francês, eles simplesmente estão se submetendo previamente a leis federais em troca de poder fazer negócios no país (sempre lembrando que, quando censuram páginas, eles colocam alertas informando o fato para o usuário). “Não peitar” o governo chinês seria no caso de este exigir que a empresa ajudasse a identificar e prender um jornalista e a Google obedecesse.
- geek, jornalismo, política (non-BR) | Time: 3:40 pm

eles censuraram um dos resultados da busca sobre o nome de uma adevogada, que a incluía ao lado das palavras “zoofilia” e “sexo” depois de uma liminar judicial. aqui no rs.
Comment by muzell — January 28, 2006 @ 1:54 am