vitória para o jornalismo
Um dos melhores blogs que conheço a falar sobre jornalismo é o PressThink, mantido pelo jornalista e professor da NYU, Jay Rosen. Consegue ser quase tão crítico quanto Jack Shafer, da Slate, sem parecer um velho chato e resmungão, e fala com desenvoltura sobre as novas mídias sem o ranço conspiratório que envolve boa parte da blogosfera que jamais pisou em uma redação.
Em seu último post, Rosen fala sobre a vitória para o jornalismo, para o Washington Post e para esta blogosfera, que significou a demissão de Ben Domenech. Para quem não sabe, Domenech é um jovem ativista republicano, que vem de um dos red states, e que foi contratado pelo WaPo para manter um blog com esse perfil, a fim de dar aos leitores do jornal a visão de um defensor do governo Bush. No entanto, logo que sua contratação foi anunciada, surgiu uma avalanche de denúncias sobre plágio envolvendo o blogueiro (ele não se considera um jornalista, ainda que seja sua formação).
De qualquer jeito, recomendo o post de Rosen por duas razões. Primeiro, pela sua sugestão de como o Jim Brady, o editor executivo do WaPo, pode aproveitar esta situação para fazer algo ainda melhor do que o blog que o jornal iria fazer originalmente. E segundo por seu comentário final:
But in fact there is no MSM. No one answers for it. It has no address. And no real existence independent of the dreary statements in which it is bashed. Therefore it is not a term of accountability, which is one reason it’s grown so popular. No one’s accountable; therefore all rants can be right. If you’re a blogger, and you write things like, “The MSM swallowed it hook, line and sinker,” you should know that you have written gibberish. But you probably don’t, for to keep this knowledge from you is the leaden genius of MSM.
Nada como ver alguém falar sobre algo que entende, ao contrário de certas pessoas.
- jornalismo | Time: 9:22 am
