o árduo caminho para a civilização
Em sua última onda de ataques em São Paulo, o PCC parece estar cada vez mais próximo de merecer ser considerado um grupo terrorista. Verdade que dado o horário dos ataques e o baixo número de feridos, seus alvos continuam sendo instituições públicas e símbolos do dinheiro, e não a população em geral.
Mas o limiar entre jogar um coquetel molotov num supermercado pela manhã, e em algum bar lotado de gente durante a noite me parece desconfortavelmente próximo. E também é de se imaginar o que aconteceria se integrantes do grupo aprendessem a fazer bombas direito, ao invés de explosivos de fundo de quintal que raramente funcionam.
Exceto pela onda de assassinatos de agentes penitenciários, policiais e familiares, me parece que os ataques do PCC são voltados a atacar o dinheiro do Estado e de grandes empresas privadas, como o Itaú. O caos no transporte urbano, somado ao medo da população, mais atacam a economia da cidade e do Estado do que qualquer outra coisa. E as explosões em prédios públicos, bancos e supermercados, também têm resultado apenas em custos para seus donos.
Por um lado, isso me deixa um pouco satisfeito, ao ver Lembo Lembo e cia. manterem a posição de que a situação deve ser resolvida com ações policiais, a partir de serviços de inteligência e não com ações militares, tanques na rua e trocas de tiro no meio da cidade. Mas por outro, me deixa um pouco curioso sobre qual seria a intenção do PCC, ao atacar exatamente a região mais sensível da elite financeira e política do país.
- política (BR) | Time: 3:14 pm

Já tem gente falando que não é onda, que simplesmente não terminou desde maio. People simply got used to it.
Comment by Rico — August 7, 2006 @ 7:07 pm