jurassic park
Quando decidiu instalar um home theater na sala de estar aqui de casa, meu pai resolveu me doar todo o antigo equipamento sonoro que costumava ficar lá. Entre outras coisas, acabei herdando os dois toca-discos da casa e, conseqüentemente, a interessante coleção de discos de vinil dele.
No entanto, também eu deixei de ter saco para lidar com toda a manutenção necessária para que os aparelhos funcionem direito. Ainda mais estando em Porto Alegre, o acesso a agulhas e peças de reposição é algo bastante complicado. Por isso tudo, um de meus sonhos de consumo (e que nunca serei rico o suficiente para comprar ) é um desses ELP Laser Turntable, que usam um laser no lugar de uma agulha.
Mas há uma outra alternativa: o feioso Teac GF-350, aqui resenhado por David Pogue, do New York Times. Ao invés de US$ 15 mil dólares, menos de US$ 350 por um aparelho que transforma seus vinis em CDs automaticamente. Enquanto com o ELP a idéia é poder ouvir vinis com a melhor qualidade possível e sem medo de gastar a mídia, com este Teac a idéia é armazenar os discos em uma mídia digital e, até, transformá-los para MP3 ou coisa parecida para ouvir no computador.
Confesso que fiquei bastante interessado no bichinho. Segundo Pogue, o grande problema dele é a falta de graves ao gravar vinis, provavelmente por causa da agulha barata de cerâmica. Mas se a transformação a partir de uma fonte externa é excelente, nada impede o cidadão de plugar ali um bom toca-discos apenas para esta função. Sim, significa alguns reais a mais e tempo dedicado a renovar um toca-discos abandonado, mas será apenas para que funcione tempo o suficiente para recuperar seus discos.
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