segunda vida alheia
Há pouco mais de um ano, resolvi experimentar um pouco da vida em um mundo virtual, a fim de escrever uma matéria sobre o assunto para uma revista da faculdade. Queria algo que fosse gratuito, e que não envolvesse alcançar objetivos, o que acabou me levando a experimentar There e o então pouco conhecido Second Life.
Foram duas semanas de brincadeira, até que expirasse o tempo de teste (que hoje não existe mais para nenhum dos jogos, que eu saiba). Tempo suficiente para me enturmar um pouco, especialmente em There, que é muito mais voltado para a interação social e está cheio de “moradores” antigos prontos para ajudarem os novatos.
Desde então, tenho mantido algum interesse por este tipo de jogos multiplayer, acompanhando blogs e estudos dedicados ao assunto. Por algumas vezes, pensei em voltar a eles para ver o que acharia dos mundos, com o novo conhecimento sobre o assunto. Mas a verdade é que, além da depressão nerd de que já falei, sempre me pego pensando que aproveito muito mais ao ler posts e comentários de quem participa destes jogos, do que se eu mesmo voltasse a fazer parte deles.
Wagner James Au, por exemplo, é um respeitável jornalista de games, com anos de trabalho para a Wired, que há alguns anos entrou em Second Life para blogar sobre o que lá encontrava, com nítida influência do new journalism. Recentemente, ele esteve presente a uma conferência dedicada a este mundo virtual, e está contando sua história no Kotaku, já que o seu blog é dedicado apenas a coisas que acontecem in world.
Então, até mesmo a parte dos encontros em carne e osso está bem coberta, não deixando nenhuma necessidade de efetivamente gastar horas produtivas em um jogo que acaba sendo nada mais que uma enorme e complexa sala de chat. Se alguém mais aí já pensou em participar de algum desses jogos, recomendo que leiam, além do blog de Au, o Terra Nova e o SLOG.
- games | Time: 10:53 pm
