será?
Acho que agora vai:
Ficam mantidos os vôos para Frankfurt (dois vôos diários), Londres (um), Buenos Aires (quatro), Lima (um), Santa Cruz de La Sierra (um), Santiago do Chile (um) e Caracas (diário, exceto aos sábados). Também será mantido apenas um vôo diário para Miami. Essas são, segundo a empresa, as rotas com maior demanda e rentabilidade.
Na malha doméstica, a Varig só continuará a voar para os seguintes destinos: Rio de Janeiro (Santos Dumont e Tom Jobim), São Paulo (Congonhas e Guarulhos), Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Manaus, Foz do Iguaçu, Curitiba, Porto Alegre, Fernando de Noronha, Florianópolis, Macapá e Brasília. Os demais (Belo Horizonte, Boa Vista, Goiânia, Natal, Petrolina, Vitória) serão suspensos.
Segundo informações do TGV, único grupo a apresentar uma proposta de compra da empresa, a Varig opera pouco mais de 20 aeronaves, com mais 16 paradas em manutenção e outras 22 impedidas de voar devido a dívidas com empresas de leasing. Hoje, corre o risco de ter mais alguns desses aviões arrestados, dependendo da decisão de um juiz da Corte de Falências de Nova York.
Com isso, o Invertia informa que a Varig cancelou 118 dos 208 vôos programados para esta terça-feira. Os passageiros que ficam sem vôo estão sendo remanejados para outras empresas, e a Anac (Agência Nacional de Aviação) já está elaborando um plano de contingência para atender a uma eventual parada total da empresa. Por ora, os passageiros têm sido colocados em lugares vazios de vôos da Tam ou Gol, no Brasil, e em vôos das parceiras da Star Alliance em caso de destinos internacionais.
Tudo indica que dessa vez a Pioneira vai pro brejo. A Infraero está ameaçando proibi-la de operar em seus aeroportos caso continue a não repassar-lhe o dinheiro das taxas de embarque cobradas aos passageiros. Foi fechado um acordo com a BR Distribuidora recentemente, mas que não deve durar muito se a moratória parecer inevitável. O tal grupo TGV ainda não deu indicação alguma de que vá ter o dinheiro necessário para confirmar a compra no leilão, e já fala em pedir ajuda ao BNDES para isso.
A não ser que ocorra alguma mágica federal ou coisa que o valha, não consigo ver maneiras de a Varig conseguir respirar tempo o suficiente para sequer começar a fazer a reestruturação que precisa. Imagino que a situação também deva estar preocupando Tam e Gol, que ainda que venham a ganhar com a herança dos trechos e público antes atendidos pela Varig, não podem imaginar que tão cedo receberão reembolso por todos os passageiros de vôos cancelados que têm transportado, a rigor, de graça. Afinal de contas, das últimas três empresas brasileiras a carregarem passageiros de favor para o governo, duas faliram e a terceira está aí, na iminência de fechar as portas.
- aviação | Time: 1:44 pm No Comments »
